{"id":983,"date":"2025-07-25T13:19:44","date_gmt":"2025-07-25T16:19:44","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/?p=983"},"modified":"2025-07-25T13:23:11","modified_gmt":"2025-07-25T16:23:11","slug":"criminalizar-o-uso-da-ia-nao-basta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/index.php\/2025\/07\/25\/criminalizar-o-uso-da-ia-nao-basta\/","title":{"rendered":"Criminalizar o uso da IA n\u00e3o basta"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 hora de discutir responsabilidade e educa\u00e7\u00e3o digital                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por\u00a0<\/strong>Cecilia Mello<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"666\" height=\"313\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IA-Crime.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-984\" srcset=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IA-Crime.png 666w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IA-Crime-300x141.png 300w\" sizes=\"(max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Midjourney, uma das plataformas de gera\u00e7\u00e3o de imagens e v\u00eddeos por intelig\u00eancia artificial \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Midjourney<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia artificial (IA) j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma promessa futura \u2014 \u00e9 realidade. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens, v\u00eddeos e vozes com realismo cada vez maior desafiam a no\u00e7\u00e3o de verdade e pressionam os sistemas jur\u00eddicos a se atualizarem. Diante desse cen\u00e1rio, o mundo discute como regular e responsabilizar o uso da IA, especialmente quando seus efeitos extrapolam os limites \u00e9ticos e legais. O Brasil participa desse debate, mas o caminho at\u00e9 uma regula\u00e7\u00e3o eficaz, equilibrada e tecnicamente segura ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o Congresso Nacional recebeu diversas propostas voltadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um marco regulat\u00f3rio da IA e \u00e0 criminaliza\u00e7\u00e3o de condutas espec\u00edficas, como a dissemina\u00e7\u00e3o de deepfakes, a manipula\u00e7\u00e3o de conte\u00fado eleitoral e fraudes algor\u00edtmicas. A iniciativa mais estruturada at\u00e9 o momento \u00e9 o substitutivo ao Projeto de Lei n\u00ba 2.338\/2023, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e atualmente em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados. Com base em um anteprojeto elaborado por juristas e proposto pelo ent\u00e3o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o texto re\u00fane dispositivos de sete projetos anteriores, incluindo o PL 21\/2020, e de dezenas de emendas parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa aprova\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios projetos que tratavam de temas semelhantes foram considerados prejudicados e enviados ao arquivo \u2014 entre eles, o PL 5.051\/2019, o PL 5.691\/2019, o PL 872\/2021, o PL 3.592\/2023, e os PLs 210 e 266\/2024. Essa consolida\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 importante por evitar sobreposi\u00e7\u00f5es normativas e reduzir o risco de contradi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. No entanto, ela concentra o debate regulat\u00f3rio em um \u00fanico texto, o que exige aten\u00e7\u00e3o redobrada da sociedade civil e do setor jur\u00eddico para os pr\u00f3ximos desdobramentos na C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo estabelece princ\u00edpios para o desenvolvimento e uso \u00e9tico da IA, garante a prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais e dos criadores de conte\u00fado art\u00edstico e refor\u00e7a a responsabilidade dos desenvolvedores. Por outro lado, exclui da categoria de \u201calto risco\u201d os algoritmos de redes sociais, o que provocou diverg\u00eancia entre a base do governo e a oposi\u00e7\u00e3o. Embora n\u00e3o trate de censura ou controle de opini\u00e3o, o texto imp\u00f5e aos respons\u00e1veis pelos sistemas a obriga\u00e7\u00e3o de zelar pelas ferramentas que disponibilizam \u00e0 sociedade. Sua tramita\u00e7\u00e3o foi precedida de amplo di\u00e1logo social, com 14 audi\u00eancias p\u00fablicas, e o projeto \u00e9 considerado um avan\u00e7o por colocar o ser humano no centro das decis\u00f5es envolvendo IA \u2014 ainda que pontos cr\u00edticos permane\u00e7am abertos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as propostas ainda em discuss\u00e3o, destaca-se o PL 2.306\/2023, que prop\u00f5e a identifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de conte\u00fados gerados por IA, com previs\u00e3o de penalidades em caso de fraude ou omiss\u00e3o dessa informa\u00e7\u00e3o. Outro avan\u00e7o recente \u00e9 o PL 6.119\/2023, aprovado na Comiss\u00e3o de Defesa do Consumidor da C\u00e2mara, que altera o C\u00f3digo Penal e o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor para prever pena de quatro a oito anos de reclus\u00e3o para quem utilizar IA com o objetivo de manipular, enganar ou induzir o consumidor ao erro \u2014 endurecendo a puni\u00e7\u00e3o para publicidade enganosa praticada por meio de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar desses avan\u00e7os, o Brasil ainda carece de uma legisla\u00e7\u00e3o geral e consolidada sobre IA. Hoje, pr\u00e1ticas abusivas s\u00e3o enquadradas em normas gen\u00e9ricas, como o C\u00f3digo Penal e o Marco Civil da Internet. Essa lacuna normativa gera inseguran\u00e7a para desenvolvedores e usu\u00e1rios, al\u00e9m de dificultar a uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia. A consequ\u00eancia \u00e9 um cen\u00e1rio vulner\u00e1vel, propenso a judicializa\u00e7\u00f5es complexas e decis\u00f5es inconsistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse desafio n\u00e3o \u00e9 exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos, o avan\u00e7o da regula\u00e7\u00e3o ocorre principalmente em n\u00edvel estadual. A Calif\u00f3rnia e o Texas j\u00e1 criminalizam deepfakes em contextos eleitorais e pornogr\u00e1ficos, mas os projetos federais \u2014 como o Deepfake Accountability Act e o Algorithmic Accountability Act \u2014 est\u00e3o parados no Congresso. O primeiro busca criminalizar manipula\u00e7\u00f5es com fins fraudulentos ou difamat\u00f3rios; o segundo exige auditorias para prevenir discrimina\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica. Ambos carecem de previs\u00e3o para vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia lidera o debate global com o AI Act, aprovado em mar\u00e7o de 2024, que pro\u00edbe usos considerados inaceit\u00e1veis, imp\u00f5e limites ao reconhecimento facial em espa\u00e7os p\u00fablicos e prev\u00ea multas severas \u2014 at\u00e9 7% do faturamento global \u2014 para viola\u00e7\u00f5es. A norma ser\u00e1 implementada gradualmente at\u00e9 2026. A UE tamb\u00e9m revisa sua Diretiva sobre Crimes Cibern\u00e9ticos para incluir, at\u00e9 2025, tipos penais relacionados \u00e0 IA.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pa\u00edses adotam abordagens distintas. A China imp\u00f5e regras r\u00edgidas desde 2023, exigindo identifica\u00e7\u00e3o de conte\u00fados gerados por IA e proibindo deepfakes n\u00e3o autorizados. O Reino Unido, por meio do Online Safety Act, j\u00e1 criminaliza deepfakes maliciosos, embora ainda n\u00e3o tenha uma legisla\u00e7\u00e3o geral sobre IA. No Canad\u00e1, o projeto C-27 (AIDA) prop\u00f5e uma regula\u00e7\u00e3o com foco em transpar\u00eancia e responsabilidade civil, e segue em tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se observa, no Brasil e no exterior, \u00e9 que a maioria das iniciativas legislativas se concentra na criminaliza\u00e7\u00e3o de abusos evidentes \u2014 como pornografia n\u00e3o consensual, fraudes e desinforma\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma rea\u00e7\u00e3o compreens\u00edvel \u00e0 amplitude dos danos poss\u00edveis. No entanto, criminalizar o uso da IA, por si s\u00f3, n\u00e3o resolve o problema. Sem defini\u00e7\u00f5es claras, risco de dano efetivo e crit\u00e9rios t\u00e9cnicos para aferi\u00e7\u00e3o, a criminaliza\u00e7\u00e3o pode comprometer direitos como a liberdade de express\u00e3o, inibir a inova\u00e7\u00e3o e abrir caminho para abusos estatais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que a discuss\u00e3o sobre o uso \u00e9tico e seguro da intelig\u00eancia artificial precisa ser mais ampla. O debate jur\u00eddico deve incluir tamb\u00e9m responsabilidade civil, governan\u00e7a digital, transpar\u00eancia algor\u00edtmica e pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica. As penalidades precisam ser proporcionais e as normas devem reconhecer que a tecnologia \u00e9 um meio \u2014 os respons\u00e1veis s\u00e3o os agentes que a desenvolvem, operam e usam.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse olhar mais sist\u00eamico come\u00e7a a surgir no Brasil com o julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio 1.057.258 (Tema 987) no Supremo Tribunal Federal, que discute se as plataformas digitais devem ser responsabilizadas por conte\u00fados de terceiros. Embora n\u00e3o trate diretamente da IA, a decis\u00e3o pode fixar par\u00e2metros para definir a extens\u00e3o do dever de cuidado das big techs diante de abusos amplificados por algoritmos. A quest\u00e3o \u00e9 saber se essas empresas devem responder n\u00e3o apenas quando descumprem ordens judiciais, mas tamb\u00e9m quando se omitem diante de conte\u00fados manifestamente il\u00edcitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia artificial n\u00e3o \u00e9 boa nem m\u00e1 \u2014 \u00e9 ferramenta. As decis\u00f5es continuam sendo humanas. O desafio n\u00e3o \u00e9 apenas punir abusos cometidos com o aux\u00edlio da IA, mas construir uma estrutura legal e institucional que previna danos e garanta o uso respons\u00e1vel da tecnologia. Isso exige mais do que leis penais. Exige di\u00e1logo t\u00e9cnico, compromisso democr\u00e1tico e uma vis\u00e3o de futuro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cecilia Mello \u00e9 s\u00f3cia e fundadora do Cecilia Mello Advogados. Atuou como desembargadora federal no TRF-3 de 2003 a 2017, advogada e procuradora do Estado de SP de 1985 a 2003. Vice-presidente do Conselho Superior de Assuntos Jur\u00eddicos da Fiesp. Mestre em Direito, Justi\u00e7a e Cidadania pelo IDP.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Artigo publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/opiniao\/coluna\/criminalizar-o-uso-da-ia-nao-basta.ghtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/a>\u00a0em 25\/07\/2025<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"86\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Valor-Opiniao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-882\" srcset=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Valor-Opiniao.png 576w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Valor-Opiniao-300x45.png 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 hora de discutir responsabilidade e educa\u00e7\u00e3o digital Por\u00a0Cecilia Mello Midjourney, uma das 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