{"id":1249,"date":"2025-11-15T14:58:20","date_gmt":"2025-11-15T17:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/?p=1249"},"modified":"2025-11-17T16:44:14","modified_gmt":"2025-11-17T19:44:14","slug":"tst-julga-vinculo-de-emprego-em-caso-de-fraude-a-terceirizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/index.php\/2025\/11\/15\/tst-julga-vinculo-de-emprego-em-caso-de-fraude-a-terceirizacao\/","title":{"rendered":"TST julga v\u00ednculo de emprego em caso de fraude \u00e0 terceiriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Entendimento dever\u00e1 ser aplicado por todas as inst\u00e2ncias inferiores da Justi\u00e7a do Trabalho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/autores\/luiza-calegari\/\"><strong><em>Luiza Calegari<\/em><\/strong><\/a> <strong>\u00a0\u2014 S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Superior do Trabalho (<strong>TST<\/strong>) pautou para a sess\u00e3o de segunda-feira o julgamento de um recurso que vai discutir a possibilidade de reconhecimento de&nbsp;<strong>v\u00ednculo de emprego<\/strong>&nbsp;entre trabalhador e a empresa tomadora de servi\u00e7os, em caso de&nbsp;<strong>fraude na terceiriza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento dever\u00e1 ser aplicado por todas as inst\u00e2ncias inferiores da Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da quest\u00e3o \u00e9 o entendimento fixado pelo Supremo Tribunal Federal (<strong>STF<\/strong>) na&nbsp;<strong>ADPF 324<\/strong>&nbsp;e consolidado em repercuss\u00e3o geral nos&nbsp;<strong>Temas 725 e 739<\/strong>.&nbsp;As a\u00e7\u00f5es reconheceram que \u00e9 constitucional a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim das empresas e mantiveram a responsabilidade subsidi\u00e1ria da empresa contratante&nbsp;\u2013 aquela que paga pelos servi\u00e7os de outras no processo de terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que o TST discute, no entanto, \u00e9 a possibilidade de criar&nbsp;<strong>exce\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong>a essa regra quando ficar constatada a exist\u00eancia de&nbsp;<strong>fraude&nbsp;<\/strong>no neg\u00f3cio firmado entre as empresas. Isso pode ocorrer quando, por exemplo, um mesmo empregado \u00e9 demitido de uma vaga formal e posteriormente recontratado como pessoa jur\u00eddica antes de decorridos 18 meses, conforme a previs\u00e3o da&nbsp;<strong>reforma trabalhista<\/strong>&nbsp;(Lei n\u00ba 13.467, de 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o TST reconheceu o&nbsp;<strong>recurso&nbsp;<\/strong>como&nbsp;<strong>repetitivo&nbsp;<\/strong>e mandou suspender todos os recursos na pr\u00f3pria Corte que pedissem aplica\u00e7\u00e3o de distin\u00e7\u00e3o da tese firmada pelo Supremo para reconhecimento de v\u00ednculo de emprego do trabalhador terceirizado.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, uma empregada da empresa de telefonia&nbsp;<strong>Oi<\/strong>, antiga Brasil Telecom, foi demitida pela empresa em 4 de dezembro de 2001, e contratada no dia seguintes por outra empresa, a CBCC Participa\u00e7\u00f5es, que prestava servi\u00e7os de&nbsp;<strong>call center&nbsp;<\/strong>para a Brasil Telecom (processo n\u00ba 1848300- 31.2003.5.09.0011). Assim, ela voltou a exercer as mesmas fun\u00e7\u00f5es para a Brasil Telecom, mas agora contratada pela terceirizada.<\/p>\n\n\n\n<p>A empregada teve decis\u00e3o favor\u00e1vel em primeira e segunda inst\u00e2ncias e depois na 5\u00aa Turma do TST, que manteve o ac\u00f3rd\u00e3o reconhecendo a&nbsp;<strong>&#8220;unicidade contratual&#8221;<\/strong>&nbsp;pela constata\u00e7\u00e3o de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recorreu, argumentando que &#8220;\u00e9 juridicamente vi\u00e1vel a contrata\u00e7\u00e3o de empregado por empresa interposta para prestar servi\u00e7os a empresa do ramo de telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221;. Pediu o reconhecimento da licitude da terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 oito entidades cadastradas como amicus curiae (partes interessadas) no processo, como a Uni\u00e3o e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (<strong>CNI<\/strong>), al\u00e9m da Central \u00danica dos Trabalhadores (<strong>CUT<\/strong>). O representante da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Bancos (<strong>Fenaban<\/strong>), <strong>Bruno Freire e Silva<\/strong>, afirma que o reconhecimento da possibilidade de distin\u00e7\u00e3o pode trazer\u00a0<strong>inseguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O precedente do Supremo teve por finalidade permitir terceiriza\u00e7\u00e3o ampla, e o TST est\u00e1 tentando criar uma hip\u00f3tese para fazer distin\u00e7\u00e3o e n\u00e3o seguir o precedente&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade defende, no processo, que a gest\u00e3o dos funcion\u00e1rios pr\u00f3prios e terceirizados muitas vezes \u00e9 \u00fanica, o que faz com que o poder diretivo seja compartilhado entre contratante e prestadora de servi\u00e7os. Assim, a subordina\u00e7\u00e3o direta do trabalhador \u00e0 empresa contratante n\u00e3o poderia ser considerada fraude, explica<strong> o advogado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da trabalhadora no processo apontou que, mesmo quando foi contratada pela segunda empresa, a empregada continuou a exercer as mesmas fun\u00e7\u00f5es, recebendo o mesmo sal\u00e1rio e com as mesmas condi\u00e7\u00f5es essenciais de trabalho. Assim, esse n\u00e3o seria um caso de terceiriza\u00e7\u00e3o, mas de fraude para burlar a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"656\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1250\" srcset=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2.jpeg 984w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/image-2-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fachada TST \u2014 Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/TST<\/p>\n\n\n\n<p>Not\u00edcia publicada no <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/11\/15\/tst-julga-vinculo-de-emprego-em-caso-de-fraude-a-terceirizacao.ghtml\" title=\"\">Valor Econ\u00f4mico<\/a> em 15\/11\/2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"636\" height=\"92\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Valor-Legislacao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1131\" style=\"width:418px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Valor-Legislacao.png 636w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Valor-Legislacao-300x43.png 300w\" sizes=\"(max-width: 636px) 100vw, 636px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entendimento dever\u00e1 ser aplicado por todas as inst\u00e2ncias inferiores da Justi\u00e7a do Trabalho Por\u00a0Luiza Calegari \u00a0\u2014 S\u00e3o Paulo O Tribunal 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