{"id":1214,"date":"2025-10-30T17:49:48","date_gmt":"2025-10-30T20:49:48","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/?p=1214"},"modified":"2025-10-30T17:49:48","modified_gmt":"2025-10-30T20:49:48","slug":"o-adultocentrismo-na-discussao-da-adultizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/index.php\/2025\/10\/30\/o-adultocentrismo-na-discussao-da-adultizacao\/","title":{"rendered":"O adultocentrismo na discuss\u00e3o da adultiza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Lei 15.211\/2025 \u00e9 um avan\u00e7o, mas n\u00e3o pode ser vista como solu\u00e7\u00e3o \u00fanica<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por\u00a0Bruna Avancini\u00a0e\u00a0Stefania Molina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A recente promulga\u00e7\u00e3o da Lei 15.211\/2025 representa um marco fundamental na prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes no ambiente digital brasileiro. A nova legisla\u00e7\u00e3o busca garantir os direitos desse p\u00fablico frente a produtos e servi\u00e7os de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, especialmente aqueles direcionados ou de prov\u00e1vel acesso por crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado imp\u00f5e uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es \u00e0s plataformas digitais, como redes sociais, servi\u00e7os de v\u00eddeo e jogos online. Entre os principais pontos, destaca-se a exig\u00eancia de que essas plataformas adotem medidas \u201crazo\u00e1veis\u201d para impedir que crian\u00e7as e adolescentes tenham acesso a conte\u00fados ilegais ou inadequados para suas faixas et\u00e1rias. Isso inclui materiais relacionados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, abuso, intimida\u00e7\u00e3o, amea\u00e7as e outras formas de viol\u00eancia, al\u00e9m de pr\u00e1ticas publicit\u00e1rias enganosas e predat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei tamb\u00e9m estabelece diretrizes para a supervis\u00e3o parental e exige a ado\u00e7\u00e3o de mecanismos mais eficazes de verifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, superando o modelo atual. Al\u00e9m disso, a nova legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea diversas puni\u00e7\u00f5es para crimes cometidos contra menores no ambiente digital.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, sem d\u00favida, um avan\u00e7o necess\u00e1rio para o fortalecimento de mecanismos regulat\u00f3rios eficazes para a prote\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as frente \u00e0s m\u00eddias sociais. A tramita\u00e7\u00e3o acelerada do projeto ganhou impulso ap\u00f3s a ampla repercuss\u00e3o de um v\u00eddeo publicado pelo youtuber Felca. No conte\u00fado, o criador denunciou a adultiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as como estrat\u00e9gia para gerar engajamento e lucro nas redes sociais, al\u00e9m de alertar para o uso desses conte\u00fados por redes de pedofilia. A den\u00fancia mobilizou a opini\u00e3o p\u00fablica e colocou a prote\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia digital no centro do debate nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto foi imediato: segundo a ONG SaferNet, houve um aumento de 114% nas den\u00fancias de pornografia infantil entre 6 e 11 de agosto, saltando de cerca de 770 (em 2024) para 1.651 den\u00fancias no mesmo per\u00edodo de 2025. O Disque 100 tamb\u00e9m registrou, na ocasi\u00e3o, um crescimento expressivo. Al\u00e9m disso, houve resposta pol\u00edtica r\u00e1pida, com apoio bipartid\u00e1rio do Legislativo, pris\u00e3o do influenciador citado no v\u00eddeo, mobiliza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia e da sociedade civil e, finalmente, a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A press\u00e3o gerada em torno da den\u00fancia mostrou que o Pa\u00eds est\u00e1 pronto para discutir com mais seriedade a seguran\u00e7a digital de crian\u00e7as e adolescentes. Mas tamb\u00e9m exp\u00f4s um problema estrutural mais profundo: quem fala pelas crian\u00e7as? E por que quase nunca s\u00e3o elas?<\/p>\n\n\n\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Lei 15.211\/2025 \u00e9 um avan\u00e7o, mas n\u00e3o pode ser vista como solu\u00e7\u00e3o \u00fanica. O foco ainda est\u00e1 excessivamente centrado na l\u00f3gica punitiva e no controle exercido por adultos, sejam eles legisladores, pais ou educadores. O problema \u00e9 que, muitas vezes, isso exclui as pr\u00f3prias crian\u00e7as das conversas que definem seu bem-estar, seus direitos e sua presen\u00e7a no mundo digital.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o abordar esses temas com as crian\u00e7as n\u00e3o as exime de vivenciar abusos e explora\u00e7\u00f5es; ao contr\u00e1rio, o sil\u00eancio as torna mais vulner\u00e1veis. N\u00e3o se trata, portanto, de poup\u00e1-las de assuntos dif\u00edceis e complexos, frutos de rela\u00e7\u00f5es de poder e explora\u00e7\u00e3o da vida humana, mas de aprender a se comunicar com elas, em sua linguagem, altura e condi\u00e7\u00f5es de entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fundamental investir tamb\u00e9m em medidas educativas e preventivas, como o letramento digital e midi\u00e1tico, desde a primeira inf\u00e2ncia, que ensinem as crian\u00e7as a identificar riscos, reconhecer abusos e saber como e onde denunciar. Al\u00e9m disso, \u00e9 urgente criar canais de escuta e den\u00fancia adaptados \u00e0 linguagem infantil, que realmente levem em conta as experi\u00eancias e perspectivas delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Educar na primeira inf\u00e2ncia n\u00e3o diz respeito apenas \u00e0 transmiss\u00e3o de conhecimentos formais das ci\u00eancias, mas tamb\u00e9m ao desenvolvimento socioemocional \u2014 princ\u00edpio previsto e incentivado pelas diretrizes curriculares nacionais, especialmente pela BNCC e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB).<\/p>\n\n\n\n<p>Promover e fortalecer os recursos das crian\u00e7as para reconhecer, nomear e reagir a situa\u00e7\u00f5es de risco ou viol\u00eancia \u00e9 um direito humano da inf\u00e2ncia, que lhes confere condi\u00e7\u00e3o de cidadania e dignidade. Mas isso n\u00e3o se restringe a preparar as crian\u00e7as; \u00e9 preciso tamb\u00e9m educar os adultos \u2014 pais, professores, legisladores e sociedade civil \u2014 para que sejam capazes de traduzir discuss\u00f5es que impactam a vida p\u00fablica infantil para uma linguagem acess\u00edvel, garantindo que elas compreendam e possam participar ativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a maneira como a discuss\u00e3o p\u00fablica tem sido conduzida importa: a exposi\u00e7\u00e3o massiva de imagens de viol\u00eancia contra crian\u00e7as, muitas vezes repetida em notici\u00e1rios e redes sociais, afeta diretamente o bem-estar psicol\u00f3gico de outras crian\u00e7as que, de forma pouco controlada, t\u00eam acesso a esse conte\u00fado. Proteger crian\u00e7as no ambiente digital significa, tamb\u00e9m, pensar em como comunicamos esses temas, de modo a reduzir danos e respeitar sua condi\u00e7\u00e3o de sujeitos de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa perspectiva n\u00e3o \u00e9 apenas uma recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9tica; \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o legal do Brasil. O Pa\u00eds \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a (ONU, 1989), que, em seu artigo 12 garante \u00e0 crian\u00e7a o direito de ser ouvida em todos os assuntos que lhe digam respeito, e em seu artigo 13 assegura sua liberdade de buscar, receber e difundir informa\u00e7\u00f5es. O Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA, Lei 8.069\/1990), por sua vez, refor\u00e7a em seu artigo 16 o direito \u00e0 liberdade de opini\u00e3o e express\u00e3o e, em seu artigo 17, o direito ao respeito e \u00e0 dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plano Nacional pela Primeira Inf\u00e2ncia (PNPI), em seus dez princ\u00edpios fundantes, estabelece n\u00e3o apenas a obriga\u00e7\u00e3o nacional de proteger e educar as crian\u00e7as, mas tamb\u00e9m, no princ\u00edpio 9, a necessidade de garantir sua participa\u00e7\u00e3o e escuta, conferindo-lhes o lugar de fala que \u00e9 seu por direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Experi\u00eancias internacionais como o&nbsp;<em>Child-Led Budget Advocacy<\/em>, no Nepal, e a&nbsp;<em>ECPAT International<\/em>, ilustram a viabilidade da cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de participa\u00e7\u00e3o infantil nas pol\u00edticas p\u00fablicas. O primeiro promove a atua\u00e7\u00e3o direta de crian\u00e7as e adolescentes na defini\u00e7\u00e3o de prioridades or\u00e7ament\u00e1rias municipais, garantindo que suas vozes influenciem decis\u00f5es que impactam suas vidas cotidianas. O segundo \u2014 coaliz\u00e3o presente em mais de 100 pa\u00edses \u2014 articula a\u00e7\u00f5es para a preven\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o sexual e a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, sempre com foco na escuta ativa e no protagonismo infantil. Exemplos como esses demonstram que ouvir crian\u00e7as n\u00e3o \u00e9 apenas um imperativo \u00e9tico ou legal, mas tamb\u00e9m uma pr\u00e1tica vi\u00e1vel, j\u00e1 testada e com resultados positivos no fortalecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas e no combate a viol\u00eancias sist\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, proteger crian\u00e7as no ambiente digital vai al\u00e9m da fiscaliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o. \u00c9 garantir sua autonomia, sua escuta e seu direito de existir com dignidade e seguran\u00e7a em todos os espa\u00e7os, inclusive os digitais. \u00c9 necess\u00e1rio criar canais de escuta adaptados \u00e0 linguagem infantil, formar redes de apoio intersetoriais (fam\u00edlia, escola, sa\u00fade, justi\u00e7a) e reconhecer as crian\u00e7as como cidad\u00e3s plenas. Somente assim ser\u00e1 poss\u00edvel enfrentar, de forma estrutural e emancipat\u00f3ria, os riscos da adultiza\u00e7\u00e3o e do adultocentrismo que marcam nossa sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes nos debates que impactam suas vidas \u00e9 um princ\u00edpio assegurado pelo ECA e pela Conven\u00e7\u00e3o sobre os Direitos da Crian\u00e7a da ONU. No entanto, no debate p\u00fablico, essa participa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 marginal. Ouvir as crian\u00e7as, envolv\u00ea-las com responsabilidade, informar, educar e criar espa\u00e7os seguros para que elas se expressem deve ser parte integrante de qualquer pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o digital. Devemos fazer isso com o apoio das escolas, das fam\u00edlias e de profissionais da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a. Proteger crian\u00e7as no ambiente digital \u00e9 tamb\u00e9m garantir sua autonomia, sua escuta e seu direito de existir com dignidade e seguran\u00e7a em todos os espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Opini\u00e3o&nbsp;por&nbsp;Bruna Avancini<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pedagoga e internacionalista, \u00e9 doutoranda pela Universidade de Lisboa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Stefania Molina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Administradora p\u00fablica pela FGV, \u00e9 doutora em Pol\u00edticas P\u00fablicas pela Hertie School e Humboldt University<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado no <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/opiniao\/espaco-aberto\/o-adultocentrismo-na-discussao-da-adultizacao\/\" title=\"\">Espa\u00e7o Aberto do jornal O Estado de S. Paulo <\/a>em 30\/10\/2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"644\" height=\"134\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Logo-Estadao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1215\" style=\"width:334px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Logo-Estadao.png 644w, https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Logo-Estadao-300x62.png 300w\" sizes=\"(max-width: 644px) 100vw, 644px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aprova\u00e7\u00e3o da Lei 15.211\/2025 \u00e9 um avan\u00e7o, mas n\u00e3o pode ser vista como solu\u00e7\u00e3o \u00fanica Por\u00a0Bruna Avancini\u00a0e\u00a0Stefania Molina A 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