{"id":1108,"date":"2025-09-22T15:08:07","date_gmt":"2025-09-22T18:08:07","guid":{"rendered":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/?p=1108"},"modified":"2025-09-23T15:28:05","modified_gmt":"2025-09-23T18:28:05","slug":"crise-hidrica-expoe-ineficiencia-e-pressiona-empresas-a-reverem-gestao-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/index.php\/2025\/09\/22\/crise-hidrica-expoe-ineficiencia-e-pressiona-empresas-a-reverem-gestao-da-agua\/","title":{"rendered":"Crise h\u00eddrica exp\u00f5e inefici\u00eancia e pressiona empresas a reverem gest\u00e3o da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A crise h\u00eddrica j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas ambiental: ela pressiona custos, amea\u00e7a servi\u00e7os essenciais e redefine a responsabilidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Lucas-Souza-1024x581.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A crise h\u00eddrica que se manifestou desde o primeiro semestre de 2025 acendeu um alerta sobre a urg\u00eancia de empresas adotarem uma gest\u00e3o eficiente da \u00e1gua, sobretudo diante de setores que continuam a responder pela maior fatia do consumo h\u00eddrico no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ana\/pt-br\/assuntos\/noticias-e-eventos\/noticias\/relatorio-conjuntura-dos-recursos-hidricos-no-brasil-atualiza-informacoes-sobre-aguas-do-pais?utm_source=chatgpt.com\">Relat\u00f3rio de Conjuntura dos Recursos H\u00eddricos no Brasil<\/a>&nbsp;(ANA, 2023), a irriga\u00e7\u00e3o agr\u00edcola responde por cerca de 50,5% do volume total de \u00e1gua retirada no pa\u00eds \u2014 longe \u00e0 frente de outros setores \u2014, seguida pelo abastecimento urbano (23,9%) e pela ind\u00fastria (9,4%). Embora a ind\u00fastria represente uma parcela menor do total, o volume envolvido ainda \u00e9 significativo em termos absolutos, o que refor\u00e7a a responsabilidade das empresas industriais em otimizar seu uso e evitar desperd\u00edcios. Al\u00e9m disso, o abastecimento urbano e saneamento, que engloba a \u00e1gua consumida diretamente nas resid\u00eancias e servi\u00e7os municipais, t\u00eam peso expressivo na demanda nacional, com forte impacto sobre a seguran\u00e7a h\u00eddrica das cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa participa\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel central que empresas de saneamento e concession\u00e1rias exercem na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, pois s\u00e3o respons\u00e1veis por garantir oferta, confiabilidade e efici\u00eancia. Infelizmente, os dados mais recentes mostram que o desperd\u00edcio ainda persiste em n\u00edveis preocupantes. Segundo o&nbsp;<a href=\"https:\/\/tratabrasil.org.br\/ranking-do-saneamento-2025\/\">Ranking do Saneamento 2025 do Instituto Trata Brasil<\/a>, em 2023 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/tratabrasil.org.br\/perdas-de-agua-crescem-100-maiores-cidades-pais\/\">\u00edndice m\u00e9dio de perdas<\/a>&nbsp;na distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nas 100 maiores cidades brasileiras foi de 45,43%, piorando significativamente em rela\u00e7\u00e3o aos 35,04% registrados em 2022, e acima da m\u00e9dia nacional de 40,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mec\/pt-br\/reunidigital\/portarias\/portaria-490-de-26-de-agosto-de-2021.pdf\/view\">Portaria 490\/2021<\/a>&nbsp;do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional estabelece que um munic\u00edpio com desempenho excelente deve registrar no m\u00e1ximo 25% de perdas na distribui\u00e7\u00e3o, meta que permanece distante da realidade urbana brasileira. Essas perdas representam n\u00e3o apenas desperd\u00edcio ambiental, mas tamb\u00e9m aumento nos custos de opera\u00e7\u00e3o das empresas de abastecimento e, por consequ\u00eancia, para os consumidores finais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dados do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cidades\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/saneamento\/snis\/produtos-do-snis\/diagnosticos\/DIAGNOSTICO_TEMATICO_VISAO_GERAL_AE_SNIS_2023.pdf\"><em>Diagn\u00f3stico Tem\u00e1tico<\/em><\/a>\u2013 Vis\u00e3o Geral (SNIS 2023, ano de refer\u00eancia 2022), publicado pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional, estima-se que as perdas de \u00e1gua na distribui\u00e7\u00e3o representem um preju\u00edzo financeiro da ordem de R$ 16,9 bilh\u00f5es anuais. Este valor corresponde ao volume de 6,49 trilh\u00f5es de litros de \u00e1gua tratada que foi produzido e n\u00e3o faturado, refletindo um \u00edndice de perda de faturamento total de 41,1% no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/limeira.sp.gov.br\/limeira-tem-um-dos-menores-indices-de-perdas-de-agua-do-pais-e-recebe-premio\">Em Limeira<\/a>&nbsp;(SP), a efici\u00eancia na gest\u00e3o h\u00eddrica \u00e9 comprovada pelos resultados excepcionais obtidos sob o modelo de concess\u00e3o privada. Conforme dados da Prefeitura Municipal, o \u00edndice de perdas na distribui\u00e7\u00e3o foi reduzido para&nbsp;apenas 16%, um dos mais baixos do Brasil e que se equipara aos padr\u00f5es de excel\u00eancia internacional. Esse desempenho, que inclusive rendeu \u00e0 cidade um pr\u00eamio nacional, demonstra na pr\u00e1tica como investimentos em moderniza\u00e7\u00e3o de redes, medi\u00e7\u00e3o precisa e combate a vazamentos podem transformar a efici\u00eancia operacional do sistema. O caso de Limeira serve como um benchmark nacional, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel superar em mais de 20 pontos percentuais a m\u00e9dia nacional de perdas (41,1%) e ficar bem abaixo do par\u00e2metro de excel\u00eancia de 25% estabelecido pela Portaria MDR 490\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo racioc\u00ednio aplica-se a setores privados intensivos em consumo de \u00e1gua, como hospitais, shoppings, escolas e redes de varejo, onde iniciativas de monitoramento em tempo real, reuso de \u00e1gua e manuten\u00e7\u00e3o preventiva de redes hidr\u00e1ulicas j\u00e1 t\u00eam mostrado ganhos significativos de efici\u00eancia, redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais e maior resili\u00eancia frente \u00e0 escassez h\u00eddrica. Al\u00e9m disso, a gest\u00e3o eficiente de recursos h\u00eddricos fortalece a gest\u00e3o de riscos em cen\u00e1rios de crise, contribuindo para que os empreendimentos estejam mais preparados para manter suas rotinas operacionais de forma cont\u00ednua e segura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas, portanto, gerir a \u00e1gua com efici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 escolha \u00e9tica apenas, mas imperativo estrat\u00e9gico. Isso precisa passar por tr\u00eas frentes: mensura\u00e7\u00e3o de seu consumo (idealmente com medi\u00e7\u00e3o setorizada, monitoramento e reuso interno), investimento em tecnologia para reduzir perdas e reaproveitar \u00e1gua (como re\u00faso tratado para processos n\u00e3o pot\u00e1veis) e integra\u00e7\u00e3o com cadeias produtivas e governos para ampliar a governan\u00e7a da \u00e1gua em bacias e regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado dessas a\u00e7\u00f5es pode ser medido em menor press\u00e3o sobre recursos h\u00eddricos, menor custo de capta\u00e7\u00e3o e energia (j\u00e1 que bombear \u00e1gua desgasta capital e oxidante), al\u00e9m de posicionamento reputacional mais s\u00f3lido em tempos em que a \u00e1gua \u2014 como a pr\u00f3pria energia \u2014 tornou-se recurso vulner\u00e1vel e exposto a choques clim\u00e1ticos. Empresas que internalizam \u00e1gua como ativo estrat\u00e9gico construindo sistemas de gest\u00e3o, medi\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia e re\u00faso est\u00e3o, na pr\u00e1tica, protegendo seu caixa, sua licen\u00e7a para operar e sua resili\u00eancia futura. Esse movimento tamb\u00e9m est\u00e1 alinhado \u00e0 Agenda 2030 para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/brasil.un.org\/pt-br\/sdgs\/6\">Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>&nbsp;da ONU, contribuindo para mitigar riscos e, ao mesmo tempo, potencializar oportunidades de neg\u00f3cio e benef\u00edcios para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, enquanto setores como a agricultura continuam consumindo a maior fatia de \u00e1gua \u2014 muitas vezes com perdas significativas \u2014, a ind\u00fastria e o setor urbano, embora consumam menos, devem liderar com inova\u00e7\u00e3o e governan\u00e7a: reduzir desperd\u00edcios, medir consumo, reutilizar, auditar processos e investir em infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>A gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos mostra que empresas que adotam sistemas integrados de monitoramento, planejamento e efici\u00eancia conseguem n\u00e3o apenas reduzir custos, mas aumentar sua resili\u00eancia operacional e reputacional, transformando a \u00e1gua em um ativo estrat\u00e9gico para o neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas Souza, CEO da <a href=\"https:\/\/www.wsave.com.br\/\">We Save<\/a>, empresa especializada em solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis de consumo e gest\u00e3o de \u00e1gua e energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo publicado no site <a href=\"https:\/\/esginside.com.br\/2025\/09\/22\/crise-hidrica-expoe-ineficiencia-e-pressiona-empresas-a-reverem-gestao-da-agua\/\">ESG Inside<\/a> em 22\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"272\" height=\"90\" src=\"https:\/\/silvanadeolinda.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/esg.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1116\"\/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise h\u00eddrica j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas ambiental: ela pressiona custos, amea\u00e7a servi\u00e7os essenciais e redefine a responsabilidade A crise 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